A ideia que manda em todas as 17 peças.
As 11 marcas concorrentes medidas dizem exatamente a mesma coisa na bio: “100% natural”,
“sem conservante”, “sem açúcar”. Nenhuma tem família, fazenda, geração e rosto.
Esse é o único território livre do mercado inteiro — e é de graça, porque ele já tem.
E dá para brigar sem seguidor: as duas maiores marcas do nicho (7.826 e 6.516 seguidores)
têm o pior engajamento da lista; as três melhores têm menos de 800 cada.
Antes de gravar
Cinco regras que valem para todas as peças
Não são preferências de estilo. Cada uma vem de um número medido.
Vídeo é o formato da casa dele
O alcance em vídeo do @sucosdubosque é de 49,4% — quase metade dos seguidores.
No perfil do grupo é 4,5%. Quando estiver na dúvida entre foto e vídeo, filme.
Tudo vertical, gravado em pé
Tela cheia do celular: 4:5 no feed, 9:16 em stories e reels. Nunca deitado, nunca quadrado.
Os 3 primeiros segundos decidem
Sem logo abrindo, sem vinheta, sem “olá pessoal”. Começa no meio da ação —
a laranja quebrando, o suco caindo, o rosto já falando.
Legenda queimada na tela
Mais de 80% assiste sem som. Se a mensagem só existe no áudio, ela não existe.
Celular na mão, sem produção
Não é economia: conteúdo que parece real converte de 30% a 50% mais barato.
Suco de sítio filmado como comercial de TV perde credibilidade.
Limpe a lente antes
Com a camisa mesmo, dois segundos. Metade dos vídeos ruins é só lente suja de bolso.
E tire a garrafa da geladeira 2 minutos antes de fotografar, pra ela suar — é o único jeito
de mostrar “gelado” numa tela.
Luz certa
Manhã cedo (6h30 às 9h) ou fim de tarde no pomar. Meio-dia estoura a laranja e some a cor.
Dentro do galpão, filme de frente para a porta aberta.
Imagem ou vídeo?
Quando cada formato ganha
Os dois servem, e o certo é ter os dois rodando ao mesmo tempo — o Facebook compara sozinho
e entrega mais o que funciona. Mas cada um tem um trabalho diferente.
Vídeo — para CONVENCER
Ganha quando a peça precisa provar alguma coisa: que o pomar existe, que o motoboy entrega mesmo,
que o suco sai da fruta na hora. Movimento e som real fazem o dedo parar de rolar.
É o formato de maior alcance hoje — e no perfil dele, vídeo alcança 49,4% dos seguidores.
Imagem — para INFORMAR
Ganha quando a peça precisa ser lida em 1 segundo e clicada no segundo 2: preço, bairro,
onde comprar, número do estande. Vídeo prende a pessoa assistindo e ela esquece de clicar.
Imagem também é muito mais barata e rápida de produzir — dá pra fazer dez numa tarde.
Carrossel — para EXPLICAR
Aquele que a pessoa arrasta pro lado. Ganha quando existe uma sequência (do pé ao copo)
ou uma escolha (os três tamanhos). Arrastar é tempo de atenção, e o sistema conta isso a favor —
o que costuma baratear a entrega.
A regra prática pro dia a dia: sempre 3 peças no ar ao mesmo tempo, sendo
ao menos uma imagem estática entre elas. Quando os vídeos falados começarem a cansar
(por volta do dia 10 a 14), a imagem serve de descanso e segura o custo enquanto você grava os próximos.
Vídeo
Imagem estática
Carrossel / misto
Bloco principal
Pedido e entrega — é o que paga a Mentagro
Como a porcentagem é só sobre a venda digital, estas cinco peças são as que geram receita.
E como as pessoas já pedem entrega, elas não precisam convencer ninguém a querer — só mostrar que agora dá.
P1Vídeo 12–15s
Chega na sua porta
O que apareceO motoboy tirando a garrafa gelada da caixa térmica e entregando na porta.
A mão de quem recebe. Condensação no vidro. Numa entrega real, não encenada.
Por que funcionaMostra o serviço existindo. A demanda já é declarada, então o trabalho
do anúncio não é criar desejo — é avisar que o caminho existe.
HeadlineAgora chega gelado na sua porta. Colhido hoje de manhã.
P2Gravação de tela
Como pedir, em 15 segundos
O que apareceO dedo abrindo o WhatsApp, escolhendo 5L no catálogo, mandando o endereço,
PIX, pronto. Sem narração, só texto na tela.
Por que funcionaTira o atrito. Muita gente não pede porque não sabe como funciona,
quanto custa a entrega, ou se atende o bairro dela.
HeadlinePedir leva 15 segundos. O suco chega [dia da rota].
P3Imagem · uma por bairro
A rota do seu bairro
O que apareceFundo azul da marca, o nome do bairro grande em laranja,
o dia da rota embaixo. Só isso.
Por que funcionaCria calendário na cabeça da pessoa. É o começo do hábito semanal —
que é o que transforma comprador em cliente de recorrência.
Headline[Bairro], a rota passa toda [dia]. Peça até [dia] à noite.
P4Carrossel de prints
Os pedidos de ontem
O que aparecePrints reais de gente pedindo — “vocês entregam?”, “manda 5L pra minha casa?” —
com nome, foto e número cobertos. Último quadro: “A gente entrega, sim.”
Por que funcionaProva social que ele já tem em mãos. Ninguém quer ser o primeiro.
Cuidado: pedir autorização por escrito no próprio WhatsApp antes de usar
qualquer print. Uma frase basta: “Posso usar sua mensagem num anúncio, sem seu nome?”
HeadlineSó ontem foram [X] pedidos. Tem para o seu bairro também.
P0Vídeo 15s
Vocês pediram, a gente montou
O que ele falaLuiz Eduardo, direto pra câmera, na frente da câmara fria:
“Todo dia chegava mensagem perguntando se a gente entregava. Agora entrega.”
Por que funcionaÉ a verdade literal desta operação — a procura veio antes do serviço.
E dono de negócio dizendo que ouviu o cliente é o tipo de coisa que as pessoas comentam e marcam amigo.
Nenhum concorrente pode dizer isso, porque não aconteceu com eles.
HeadlineVocês pediram entrega. Agora tem.
P6Imagem
A caixa da semana
O que apareceA sacola térmica aberta sobre a mesa da cozinha, três garrafas geladas
suando, uma laranja partida ao lado.
Por que funcionaTransforma um pedido avulso em hábito semanal.
Quem compra “a caixa da semana” já está comprando a próxima sem perceber — e recorrência
é o que faz a sua porcentagem crescer sem aumentar verba.
HeadlineA caixa da semana. Peça na segunda, chega na segunda.
P5Vídeo 15s
Toda semana, sem pensar
O que ele fala“Tem gente que já pede toda quinta e nem me manda mensagem mais — eu já sei.
Se você quiser, eu te coloco na rota.”
Por que funcionaVende a recorrência, que é o ativo mais valioso do canal digital.
Transforma venda em assinatura informal sem usar a palavra “assinatura”.
HeadlineEntra na rota. Toda semana, sem pensar.
Bloco A
Rosto e origem — o que ninguém no nicho tem
Concorrente novo copia rótulo, preço e frase de bio. Não copia 57 anos.
A1Vídeo 15–20s
O aperto de mão do pomar
O que apareceLuiz Eduardo no pomar do Sítio Morro Alto. Colhe uma laranja do pé e
quebra na mão. O suco escorre pelos dedos. Só depois disso ele olha pra câmera.
O que ele fala“Minha família planta laranja aqui desde 1969. Eu sou a quinta geração.
Esse suco sai desse pé e chega na sua casa no mesmo dia.”
Por que funcionaO gancho é físico — suco escorrendo, som de fruta quebrando —
e faz o dedo parar. Entrega em 15 segundos o que 11 concorrentes não entregam em nenhum post: um ser humano com nome.
HeadlineA laranja de Limeira tem sobrenome. O meu é Boscheiro.
A2Carrossel de 4
1969
O que aparece1) foto antiga da família no pomar, quanto mais amarelada melhor;
2) o pai ou o avô trabalhando; 3) o Luiz hoje, no mesmo ângulo; 4) a garrafa com o rótulo.
Por que funcionaCarrossel obriga a arrastar, e cada arrastada é tempo de atenção
que o sistema conta a favor. Foto antiga prova o que a legenda diz.
Não substituir por banco de imagem. Se não houver foto antiga, peça pra ele
vasculhar a caixa de fotos da mãe. Vale a semana de espera.
HeadlineCinco gerações fazendo a mesma coisa: laranja.
A3Imagem
Cara de quem acordou às cinco
O que apareceO Luiz às 5h no galpão, luz de amanhecer entrando, mão suja,
sem sorrir, sem pose. Foto de lado, como flagrante.
Por que funcionaÉ o formato que menos parece anúncio de todos —
e é justamente por isso que vende.
HeadlineAlguém acorda às cinco para o seu suco ter gosto de laranja.
Bloco B
Produto, frescor e quebra de objeção
B1Imagem · close
O relógio de 10 dias
O que apareceA mão do Luiz escrevendo a validade no rótulo com caneta,
na garrafa gelada, com condensação. Foco na letra dele.
Por que funcionaTransforma a maior objeção no maior argumento. Escrita à mão
prova que é feito hoje, por gente. Vira a assinatura visual da marca.
HeadlineValidade: 10 dias. É esse o preço de não ter conservante.
B2Vídeo 20–30s
Da árvore ao copo, sem corte de mágica
O que apareceLaranja no pé → caixa cheia → máquina espremendo →
garrafa enchendo → caixa térmica do motoboy → copo na mesa.
SomO som real da máquina e da fruta. Sem trilha épica de drone.
HeadlineSó isso. Laranja e mais nada.
B3Imagem ou vídeo 10s
Leia o verso
O que apareceDuas garrafas lado a lado, a dele e uma de prateleira. A mão vira
as duas para mostrar os ingredientes. A dele tem uma linha; a outra, seis.
Obrigatório: não identificar a marca concorrente. Rótulo desfocado.
Comparação com marca identificável dá reprovação na Meta e risco de processo.
HeadlineLeia o verso. O nosso tem uma palavra.
B5Vídeo 10s
Se separa, é porque é de verdade
O que apareceA garrafa parada na geladeira, o líquido separado em duas camadas.
A mão pega, chacoalha, e volta a ficar uniforme.
Por que funcionaResponde a objeção real de quem nunca tomou suco sem aditivo
e acha que estragou. Essa dúvida faz gente jogar fora e não pedir de novo — e ninguém pergunta,
só some. Transforma desconfiança em prova de qualidade.
HeadlineSe separa na geladeira, é porque é suco de verdade.
B6Imagem · macro
Isso que boia é fruta
O que apareceClose absoluto do suco caindo na garrafa, com a polpa visível
e uma gota suspensa.
Por que funcionaApetite — alimento vende no olho antes de vender no argumento.
E de quebra mata a segunda objeção de quem está acostumado com suco filtrado de caixinha.
HeadlineIsso que boia é fruta. Não é defeito.
B7Vídeo 12s
A câmara fria
O que apareceO Luiz abre a porta da câmara fria, prateleiras cheias de garrafas
geladas. “Tudo isso aqui sai hoje.”
Por que funcionaMostra escala e urgência na mesma imagem, e é honesto —
é exatamente assim que o negócio funciona. Urgência verdadeira não precisa de contagem regressiva.
HeadlineO que não sai hoje, não vira estoque.
B4Imagem + vídeo 8s
O galão de cinco litros
O que apareceO 5L dentro de uma geladeira de casa comum — com sobra de arroz,
iogurte, ovo do lado. Não é geladeira de estúdio.
Por que funcionaO 5L é o de maior valor e o único que gera recompra semanal certa.
Quem compra 5L vira cliente de rota.
HeadlineCinco litros dura a semana da família.
Bloco C
Os pontos dele — apoio, nunca a meta
Não existe padaria, mercado nem revenda de terceiro: os pontos são dele, e o resto é entrega em casa.
Estas peças não te remuneram (você só ganha no digital), mas rodam com verba pequena por dois motivos:
dão credibilidade à marca e atendem quem prefere buscar na hora em vez de esperar a rota.
C1Imagem
Tem no seu bairro
O que apareceO mapa de Limeira nas cores da marca — fundo azul, alfinetes laranja
nos pontos dele, nomes dos bairros legíveis. Nada de foto de fruta competindo.
Por que estáticoAqui o objetivo é o clique, não a atenção. Vídeo prende a pessoa
assistindo e ela esquece de clicar.
HeadlineTem Du Bosque no seu bairro. Veja onde.
C2Imagem · uma por ponto dele
Quem está atrás do balcão
O que apareceFoto real do ponto dele, com a pessoa da equipe que atende ali,
pelo nome. Tem que dar pra reconhecer o lugar e a cara de quem trabalha nele.
Por que funcionaPonto próprio é vantagem que revenda não dá: você pode colocar
gente com nome na frente da marca. O vizinho reconhece o lugar antes de ler o texto, e passa a ir
“no ponto da Fulana”, não “num lugar que vende suco”.
HeadlineÉ a [nome] que te atende aqui no [bairro]. Passa lá.
C3Vídeo 10s
A chegada
O que apareceDe manhã cedo, a caixa saindo do porta-malas e entrando na geladeira
do ponto. Movimento, pressa, nada montado.
Por que funcionaEnsina que terça de manhã tem suco novo — e a pessoa passa a ir na terça.
É o começo de um hábito de compra.
HeadlineTerça, 7 da manhã. Frescor não espera.
C4Vídeo 6–8s
Acabou de novo
O que apareceA prateleira do ponto quase vazia às 11h da manhã, com uma ou duas
garrafas sobrando. Corte para a reposição chegando.
Por que funcionaEle vende muito por ponto — essa prova social já está lá, de graça,
esperando ser filmada. Prateleira vazia não diz “é bom”: mostra que acaba.
Serve para duas coisasVender no ponto e, principalmente, empurrar pra entrega:
quem não quer correr o risco de chegar e não ter, pede em casa. É a peça que melhor transforma
cliente de balcão em cliente digital.
Headline11h da manhã. Acabou de novo.
Bloco D
Festa da Laranja — 25 e 26 de setembro
14ª edição, dentro dos 200 anos de Limeira, e ele é expositor histórico.
É o único momento do ano em que o assunto do cliente é o assunto da cidade inteira.
D1Vídeo 10s · 15–24/09
O convite do produtor
O que apareceEle no pomar ou no estande sendo montado: “Nos 200 anos de Limeira,
a gente vai estar lá. De novo.”
HeadlineA gente expõe na Festa da Laranja desde antes de você nascer.
D2Imagem · feita NO DIA
Estande [número]
O que apareceFoto do estande já montado, número grande em amarelo sobre azul,
legível a dois metros na tela do celular. Roda só pra quem está fisicamente na festa (raio de 1 a 2 km).
Por que no diaFeita antes tem cara de folheto. Feita na hora tem cara de
“está acontecendo agora”.
HeadlineEstande [X]. Vem provar a laranja que tem sobrenome.
D3Vídeo · 28/09 em diante
A colheita da festa
O que apareceMovimento no estande, gente provando, o copo. Fecha com a garrafa
e a caixa térmica. Roda só para quem interagiu e para a lista do estande.
Por que é o mais valioso dos trêsTransforma um evento de 2 dias em cliente recorrente.
É a diferença entre “vendemos bem na festa” e “a festa pagou o ano”.
HeadlineVocê provou na festa. Agora chega na sua casa.
O erro que quase todo expositor comete na festa: medir o resultado pelo caixa dos dois dias.
O valor da festa é a lista de contatos que sai dela — porque validade de 10 dias significa recompra semanal.
300 contatos com o bairro preenchido valem mais que os copos vendidos. Leve um QR code impresso grande
que abra o WhatsApp com a mensagem pronta: “Provei na Festa, quero receber em casa.”
Bloco E
Prova de cliente
E1Vídeo 15s · celular do cliente
Depoimento de gente real
O que apareceCliente de verdade, na cozinha da casa dele, com a garrafa na mão:
“eu peço toda semana, meu filho não toma mais o de caixinha.” Sem edição nenhuma.
Por que funcionaÉ o formato de melhor desempenho em mídia paga, ponto.
Custa quase nada e converte mais barato que qualquer peça produzida.
Como conseguirPedir na entrega, oferecendo o próximo litro.
Começar a pedir agora — leva semanas até chegar o primeiro bom.
Headline“Meu filho não toma mais o de caixinha.”
Bloco F
Só imagem estática — dez peças pra fazer numa tarde
Estas não precisam de gravação, de roteiro nem de ele estar disponível.
Foto de celular mais uma tarja de texto. São as peças que seguram a campanha enquanto o vídeo
novo não fica pronto, e as que melhor levam a pessoa a clicar.
F1Imagem
Quantas laranjas cabem aqui dentro
O que apareceA garrafa de 1L no centro da bancada, cercada pela quantidade
real de laranjas que entra nela. Fundo de madeira ou bancada do galpão, luz de manhã.
Por que funcionaJustifica o preço sem falar de preço — a pessoa faz a conta
sozinha e conclui que é barato. É a resposta silenciosa pra quem acha caro comparando com caixinha.
Não exagerar o número. Se contar errado e alguém conferir, acabou.
Conte de verdade e fotografe o que couber.
HeadlineIsso aqui é 1 litro. E é só isso que tem dentro.
F2Carrossel de 3
Escolha o seu tamanho
O que apareceUm card por tamanho. 500ml na mão, texto “Pro dia — R$ __”.
1L na mesa do café, “Pra casa — R$ __”. 5L na porta da geladeira aberta, “Pra semana da família — R$ __”.
Por que funcionaPreço na tela filtra. Quem chega no WhatsApp já sabendo o preço
fecha mais rápido e cansa menos quem atende — e tempo de atendimento é custo.
HeadlineEscolha o seu tamanho. A gente leva.
F3Imagem · só tipografia
O card do sobrenome
O que apareceSem foto. Fundo Azul Bosque cheio, a frase em letra branca bem grande,
e só a palavra “sobrenome” em laranja. No rodapé, pequeno: Sítio Morro Alto, Limeira, desde 1969.
Por que funcionaNo meio de um feed cheio de fotos de comida, um card de texto puro
destoa e é lido. E fixa o posicionamento sem depender de ninguém estar disponível pra filmar.
HeadlineA laranja de Limeira tem sobrenome.
F4Imagem · dividida ao meio
7h da manhã / 11h da manhã
O que apareceUma imagem partida ao meio: à esquerda a prateleira do ponto cheia
às 7h; à direita a mesma prateleira quase vazia às 11h. Mesma câmera, mesmo ângulo.
Por que funcionaÉ a versão estática do C4, e não exige filmar. Prova o giro
sem dizer “é bom”, e cria urgência real: quem quer no balcão aprende a ir cedo — quem não quer correr, pede entrega.
Como o ponto é dele, dá pra tirar as duas fotos sem depender de ninguém.
HeadlineQuatro horas. Foi o que durou.
F5Imagem · close extremo
A fruta por dentro
O que apareceLaranja partida ao meio, gotejando, sobre madeira. Luz lateral.
Nada mais na foto — sem garrafa, sem logo, sem texto grande.
Por que funcionaAnúncio de comida vende por apetite antes de vender por argumento.
Serve de descanso na rotação, quando as peças faladas cansam por volta do dia 12.
HeadlineSem corante. Essa cor é da fruta.
F6Imagem · uma por grupo de bairros
Atendemos o seu bairro?
O que apareceFundo azul, lista dos bairros da rota em letra grande e branca,
o dia de cada um ao lado em laranja. Embaixo: “Não achou o seu? Chama que a gente vê.”
Por que funcionaResponde a dúvida número um de quem quer pedir e não pede.
E a pergunta no fim gera conversa mesmo de quem está fora da rota — que é como você descobre
qual bairro abrir em seguida.
HeadlineSua rua está aqui? Então tem entrega.
F7Imagem
A caixa térmica aberta
O que apareceA caixa do motoboy aberta, vista de cima, com as garrafas geladas
alinhadas dentro e a condensação visível no vidro. Foto tirada na hora de sair pra rota.
Por que funcionaResponde sozinha a objeção que ninguém fala em voz alta:
“vai chegar quente?”. Gelo e condensação são prova visual — não precisa escrever “entregamos gelado”.
HeadlineSai daqui gelado. Chega gelado.
F8Imagem · frase de cliente
O card de depoimento
O que apareceFundo claro, a frase do cliente entre aspas em letra grande,
e embaixo só o primeiro nome e o bairro: “Ana, Vila Camargo”. Sem print, sem foto de gente.
Por que funcionaÉ o depoimento em versão que se faz em cinco minutos,
sem depender de ninguém gravar vídeo. E resolve o problema de autorização de imagem —
só a frase e o primeiro nome, com o ok dela.
Headline“Meu filho não toma mais o de caixinha.”
F9Imagem
A placa do sítio
O que apareceA placa ou o portão do Sítio Morro Alto, com a estrada de terra
ao fundo. Foto simples, luz de manhã.
Por que funcionaEndereço específico é prova. “Suco natural” é qualquer um;
“Sítio Morro Alto, bairro Morro Alto, Limeira” é um lugar que a pessoa pode dirigir até.
Nenhum dos 11 concorrentes diz de onde vem.
HeadlineVocê sabe de qual sítio veio o seu suco? Esse é o nosso.
F10Imagem · só p/ quem já comprou
Acabou?
O que apareceGarrafa quase vazia, com um dedo de suco no fundo,
na porta de uma geladeira de casa comum.
Por que funcionaÉ literalmente o que a pessoa está vendo na cozinha dela
naquele dia. Recompra não precisa de argumento — precisa de lembrete na hora certa.
Roda só para a lista de quem já pediu, com verba pequena, e costuma custar de
3 a 5 vezes menos por pedido que a campanha de cliente novo.
HeadlineAcabou, né? Responde “sim” que eu mando hoje.
Como montar essas dez numa tarde só.
As fotos de F1, F5 e F7 saem na mesma bancada do galpão, com luz de manhã, em meia hora.
F4 exige só duas fotos do mesmo ângulo em horários diferentes, no ponto dele.
F2, F3, F6 e F8 são arte, não foto: fundo de cor, texto grande e pronto. Dá pra montar no celular.
Dez imagens é material de campanha para umas cinco semanas, e elas não param quando o Luiz está ocupado.
Se der pra fazer só seis, faça estes
Cobrem os três trabalhos que o anúncio precisa fazer agora — mostrar que a entrega existe,
dizer quem é, e chamar para a festa — em três formatos diferentes, o que já permite ao
Facebook comparar e escolher sozinho.
- P1 — Chega na sua porta. O motoboy entregando de verdade.
- A1 — O aperto de mão do pomar. Os 15 segundos que ninguém no nicho consegue filmar.
- P4 — Os pedidos de ontem. A prova social que ele já tem no WhatsApp.
- B1 — O relógio de 10 dias. A objeção virando argumento.
- P2 — Como pedir em 15 segundos. Tira o atrito de quem quer e não sabe como.
- F2 — Escolha o seu tamanho. A única com preço na tela. Filtra quem chega no WhatsApp.
Repare no equilíbrio: quatro vídeos e duas imagens.
Nunca suba uma campanha só com vídeo — a imagem é o que segura o custo quando o vídeo cansa,
e é ela que faz a pessoa clicar em vez de só assistir. O convite da festa (D1) entra em setembro.
Produção
Uma tarde e uma manhã resolvem 12 das 17 peças
Impulsionar ou campanha
A pergunta do botão azul
Impulsionar é o botão embaixo do post no Instagram: você escolhe um post que já existe e paga
pra mais gente ver. Campanha é o Gerenciador de Anúncios, no computador, onde você monta do zero.
Em uma frase: impulsionar é dar carona pro seu post; campanha é abrir uma loja numa rua movimentada.
Repare na linha em negrito. Impulsionar não fala com quem já comprou — e é exatamente aí
que está o dinheiro deste negócio. Suco de 10 dias é compra semanal: um cliente vale umas 25 compras,
não uma. O botão azul não consegue alcançar a lista de quem já pediu, então nunca vai gerar recompra.
Sozinho, isso já decide a questão: 90% da verba no Gerenciador de Anúncios.
Impulsionamento só quando um post orgânico estourar sozinho (passar de umas 60 curtidas, o dobro do normal dele) —
aí R$ 5 a R$ 10 por dia, por 3 dias, só pra esquentar o perfil. Teto de 10% da verba do mês.
O erro que ele vai cometer se você não avisar antes.
Impulsionar R$ 200 num post bonito, ver “12 mil pessoas alcançadas”, achar ótimo — e não ter chegado
um único pedido. Alcance não é venda. Explique isso antes de ele fazer, não depois.
Identidade
As cores, tiradas do rótulo dele
Fundo azul com elemento laranja é o contraste mais alto em tela de celular. Texto sempre grande —
a maioria vê isso numa tela de 6 polegadas, andando na rua.
Azul Bosque#192D63
fundo de peça e tarja
Azul médio#235296
degradê do lettering
Laranja#E8851F
destaque e botão
Amarelo#FBD50A
preço e número, com parcimônia
Vermelho#DA321A
só em selo e validade
Verde folha#81CD24
só nas folhas
Antes de produzir peça pra valer: não existe arquivo vetorial do logo.
Essas cores foram amostradas pixel a pixel de uma foto do rótulo. Pedir o arquivo original
ao Luiz ou à gráfica — logo esticado de foto de rótulo estraga qualquer peça.
A regra que troca as peças
Em cidade pequena, criativo cansa em 10 a 14 dias
Frequência é quantas vezes a mesma pessoa viu o seu anúncio. Em cidade grande o público
é enorme e demora meses pra saturar. Em Limeira, com raio pequeno, acontece em duas semanas —
é como colar cartaz num bairro: no terceiro dia todo mundo já viu, e continuar colando só irrita.
Sempre 3 no ar ao mesmo tempo
De blocos diferentes: um do produtor, um de produto, um de prova social. Isso segura a frequência
e mostra qual estilo funciona com o público dele.
Trocar por gatilho, não por calendário
Quando o custo por pedido de um criativo subir 30% em relação aos 3 primeiros dias dele, aposenta
e entra o próximo. Não se promete ritmo — se troca quando o número pede.
Frequência acima de 3? Troca a imagem
Nunca aumente a verba com público cansado. É pagar mais caro para incomodar as mesmas pessoas.
Esse é o erro mais caro de raio pequeno.